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quarta-feira, 2 de novembro de 2011


Texto escrito pelo poeta meu novo amigo Maurélio Machado

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A estória repetida...


Sexta, 28 de outubro de 2011 11:29

...uma história de migrações, da busca contínua pela conquista da sobrevivência.

As migrações não ocorreram ou ocorrem por causa de guerras, mas pela inconstância dos ciclos econômicos e de uma economia planejada independentemente das necessidades da população

Voltaram para o lar, exaustos: o pai, os filhos, a filha e a mãe.

Eles trabalhavam na construção civil desde que vieram de Pernambuco, a filha e a mãe como diaristas nos edifícios próximos.

Eram 11,00 horas da noite – normal para eles...nesta cidade maluca, de neón e barulho.

São Paulo é assim, transportes deficitários, lentos, exaustivos para quem precisa deles.

Mas quê fazer? ... é preciso trabalhar, se locomover para isso...suportar!

O governo afirma categórico que está tudo normalizado, o povo feliz, as metas cumpridas, os cronogramas em ordem (.infelizes estes homens corruptos).

Dos principais problemas que dificultam o combate à corrupção é a centenária cultura de pessoas (principalmente políticos e juristas) livres pelas leis vigentes neste impune País pela tênue denúncia e a prova, mas, principalmente pela atuação do Judiciário que pouco faz para que as punições aconteçam (normalmente existem muito deles envolvidos no lamaçal da corrupção)

Ela fez um café amargo (não tinham nem açúcar nem pão), todos tomaram e se preparam para dormir.

Amanhã seria uma “barra” – acordar às 4 horas para chegar no trabalho às 7,00 horas... e possivelmente estar em casa pelas 11 horas para cumprir novamente o círculo vicioso da rotina das miseráveis vidas...

Mas quê fazer, o combinado era este: ao invés de morrer de fome, de doenças não assistidas pelo setor da saúde, pelo descaso das autoridades, da pobreza agressiva do nordeste...uma aventura pela seara do sudeste: São Paulo, talvez seria a solução...

Não foi...

São Paulo é horrível para os pobres, os sem tetos, os analfabetos, os sem profissão definida...

Antigamente O Estado abrigava estes carentes.

Hoje eles fazem parte do grande percentual de marginalidade da metrópole: traficantes, viciados, assaltantes, assassinos, ladrões, marginais de toda espécie, e, desempregados....

As construções que abrigavam tanta mão-de-obra inexperiente, agora exigiam estudos de segundo grau de seus futuros operários, uma nova exigência do mercado mundial.

Segunda de manhã: Eleutério foi chamado ao setor de recursos humanos junto com deus dois filhos.

- Companheiros, disse-lhes o chefe: fui intimado para dispensar seus serviços...a obra não tá estas coisas,temos que reduzir custos...

- Mas, trabalhamos tanto tempo com öcêis” argumentou Eleutério, acho injusto dispensar a gente assim sem mais nem menos... quantas obras construímos...

- É a vida cara, ou danço eu, ou dançam vocês...

Acertaram as contas, pouco sobrou para pagar as despesas do mês...

A mulher e a filha vislumbraram as faces sofridas.

Na reunião triste da noite, a decisão: vamos voltar para o Nordeste, São Paulo não nos serve mais.

Assim foi, voltaram para sua terra onde viveram felizes por muitos e muitos anos.

Exaltando as qualidades do pessoal do Nordeste, quero me parabenizar com a qualidade e o esforço pessoal que eles tem doado ao progresso do Brasil através de sua mão-de-obra e de seu empenho em tornar este País mais humano!

Meus parabéns!!!!


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Aquele grande abraço meu

Da amiga que muito lhe quer bem

Eu, né??





Marta Mogrinski

4 comentários:

  1. Triste realidade, a colher decepções em terras estranhas ao seu habitat,mas está mudando, o nordestino está tendo a consciência do seu real valor,contempla sua terra, mesmo ainda com a falta de política necessária à sua subsistencia, mas ainda assim melhor que o sofrimento pelo escuro asfalto das grandes metrópoles. Conheço bem essas histórias dessa pobre e tão rica gente, sou nordestina da bahia. gostei bastante do texto, um abraço

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    1. Stela, amei seu comentário, grato,beijos.

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  2. Muito bacana seu blog, Maurélio. Grande abraço!!!

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    1. Olá Márcio, grato, venha sempre amigo, abraços

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